
Dhieine é psicóloga, especialista em atenção primária pela Universidade do Vale do Itajaí e sócia de uma clínica de psicologia e nutrição que está ativa desde dezembro de 2023. Antes de assumir a secretaria, atuou como diretora de Atenção Especializada e gerente de Saúde Mental na Secretaria Municipal da Saúde de Palmas.
Conforme o portal da transparência, a secretária é comissionada e recebe um salário no valor de R$ 24.975,14.
Dhieine Caminski, secretária de saúde de Palmas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Palmas
A operação foi realizada nesta quarta-feira (10). Além da secretária, o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, também foi preso. A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que teria atuado como lobista no contrato de terceirização, está sendo procurada pela Polícia Civil.
A polícia investiga os crimes de falsidade ideológica, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A defesa da secretária informou que ainda não teve acesso a todo o material e não tem condições de se manifestar sobre o mérito neste momento.
O advogado de Andreis Vicente afirmou que solicitou acesso aos autos do inquérito e vai se posicionar ao longo do dia. A defesa de Cláudia afirmou que não teve acesso aos autos, mas a empresária está viajando e vai retornar para se apresentar à polícia.
Terceiração das UPAs e investigação
Em março de 2026, a Prefeitura de Palmas anunciou a terceirização dos serviços das UPAs. O contrato feito com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba foi no valor de R$ 139 milhões. Conforme investigações, apesar de o anúncio ter sido feito este ano, os atos internos iniciaram em dezembro de 2025.
A polícia apurou que há suspeita de que documentos tenham sido produzidos para dar aparência de legalidade aos procedimentos e que o contrato com a entidade teria sido assinado antes da justificativa para dispensar o chamamento público.
Dhieine Caminski é suspeita de usar a posição de gestora da secretaria e fazer contatos com subordinados, com o objetivo de monitorar e direcionar as declarações que seriam prestadas à polícia durante a investigação.
Já Andreis Vicente da Costa teria feito minutas de pareceres que deveriam ser técnicos, entregando-as prontas para a assinatura de outros servidores, sem que houvesse debate prévio na comissão responsável.
A empresária Cláudia Fernanda é suspeita de locar um veículo de luxo utilizado por Andreis Vicente, o que reforçaria o vínculo entre os investigados e a entidade contratada. A prisão dela foi decretada após a Justiça considerar outros crimes pelos quais ela responde, como improbidade administrativa e outro inquérito policial por supostas fraudes na compra de testes de Covid-19 em Palmas.


