
Processo e tentativa de golpe: entenda caso de motorista que busca recompensa após devolver R$ 131 milhões
Motorista entrou com uma ação judicial cobrando uma recompensa e uma indenização por danos morais. caso ainda aguarda julgamento na Justiça do Tocantins.
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O motorista Antônio Pereira do Nascimento processa o banco pedindo recompensa e indenização após devolver voluntariamente R$ 131 milhões depositados por erro.
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O depósito por erro ocorreu em 2023, quando a conta de Antônio tinha R$ 227.
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Um estelionatário usou dados do processo de Antônio para tentar cobrar uma taxa fictícia de liberação. O motorista desconfiou e evitou o golpe.
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Em março de 2026, a Justiça decidiu dispensar o depoimento de testemunhas. Se receber o dinheiro, Antônio pretende reformar sua casa e comprar uma van.

Motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano espera há 1 ano por indenização
Um erro bancário em 2023 resultou no depósito de R$ 131 milhões a conta de Antônio Pereira do Nascimento, um motorista de turismo que vive em Palmas. Ao perceber a quantia milionária, que permaneceu disponível por cerca de sete horas, ele procurou a instituição financeira imediatamente e realizou a devolução total e voluntária do dinheiro.
“Trabalho para comer e não peguei nada, devolvi o dinheiro para eles [o banco], e eles não me deram nada. Eu considero o banco como desonesto. A vezes penso: ‘Se eu soubesse que isso ia dar tanto pepino, eu ia era gastar esse dinheiro mesmo.’ Mas eu não gosto de pegar nada dos outros”, afirmou.
Antônio Pereira ficou milionário por sete horas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Batalha judicial e pedidos de indenização
A ação de Antônio contra o Banco Bradesco tramita na 6ª Vara Cível de Palmas, baseia-se nos seguintes pontos:
- Direito de Recompensa: Fundamentado no Código Civil para quem restitui algo achado, a defesa pede 10% do valor devolvido, o que totaliza aproximadamente R$ 13,1 milhões.
- Danos Morais: O motorista solicita R$ 150 mil de indenização, alegando ter sofrido pressão psicológica, abalo emocional e exposição indevida após o episódio.
O banco informou que não comenta processos em andamento.
Consequências e impactos na vida do motorista
Apesar da atitude honesta, Antônio relata que o episódio trouxe frustrações e prejuízos:
- Cobranças indevidas: O banco classificou a conta do motorista como ‘VIP’ devido ao saldo temporário, o que aumentou automaticamente as tarifas bancárias de R$ 36 para R$ 70 sem sua autorização.
- Hostilidade social: Antônio relata que passou a ser alvo de comentários maldosos e ofensivos, sendo chamado de “besta” por diversas pessoas por não ter ficado com o dinheiro.
- Pressão psicológica: O motorista também afirma não ter recebido agradecimento formal do banco e sofrido pressão psicológica para devolver o valor.
Tentativa de golpe do “Falso Advogado”
A exposição do caso atraiu criminosos, e Antônio quase foi vítima de uma fraude. Um estelionatário utilizou dados reais do processo judicial e fotos do verdadeiro advogado do motorista para tentar cobrar uma “taxa” fictícia de liberação dos valores da causa. O motorista desconfiou da abordagem quando lhe pediram dinheiro, pois seu advogado não cobrou taxas antecipadas.
Situação atual e planos
O processo judicial está em fase avançada e, em março de 2026, a Justiça decidiu pela dispensa do depoimento de testemunhas, indicando um julgamento antecipado.
A defesa de Antônio apresentou recursos pedindo esclarecimentos sobre essa decisão, que seguem em análise.
Caso receba a recompensa, Antônio, que continua trabalhando intensamente para sustentar sua família, pretende realizar objetivos modestos: reformar sua casa e comprar uma van nova para continuar exercendo sua profissão.


