
O mecânico desapareceu no dia 14 de março em uma fazenda em Cariri do Tocantins após caminhar em direção a um córrego. Os bombeiros, amigos e familiares fizeram buscas durante dias, mas nenhuma pista sobre o paradeiro dele foi localizada. Adenir foi encontrado no dia 3 de abril, quando um caminhoneiro o viu em uma área rural de Figueirópolis.
Mecânico relatou a parentes que não se lembra do período na mata — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal de Luzia Rodrigues
No período em que ficou desaparecido, o mecânico chegou a perder 11 quilos. Adenir contou que tinha a sensação de que alguém estava o perseguindo e, por isso, não queria ser encontrado. No dia 2 de abril, ele percebeu que a saúde estava em situação crítica e decidiu pedir ajuda.
Desaparecimento e sobrevivência
“Eu tive um surto. É complicada a situação. Eu cheguei ao ponto de desistir. Cheguei ao ponto de falar assim: ‘Eu vou arrumar um lugar para deitar, vou arrumar um lugar para deitar e esperar a morte’. Mas parece que Deus conversava comigo e falava: ‘Não, você vai conseguir’. Aí eu bebia a água e me fortalecia”, contou o mecânico.
Adenir contou que estava com a sensação de estar sendo perseguido e, por isso, não queria ser encontrado. O mecânico andava dentro da água para não deixar rastro. “Era o que dificultava as buscas do pessoal que estava à minha procura”.
Equipes fazem buscas por mecânico agrícola em região de mata — Foto: João Carlos Lopes/Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Talismã
Durante as buscas, o mecânico chegou a ser avistado por drones. A ação contou com serviços do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e cães farejadores por oito dias, mas foi suspensa devido às chuvas e à falta de pistas.
No dia 2 de abril, Adenir percebeu que a saúde estava em situação crítica e decidiu pedir ajuda.
“Eu vi que estava bem debilitado, já estava fraco, então eu cheguei no ponto de falar: ‘Eu tenho que pedir ajuda, tenho que pedir ajuda porque eu não vou muito longe, não’. Aí foi onde eu tive a coragem de parar o carreteiro”, contou.
Mecânico desapareceu e sobreviveu em mata por 20 dias no Tocantins — Foto: Arte g1

