
Segundo o DHPP, Adauto “desviou vultosos valores sem repassá-los ao PCC e isso foi interpretado como quebra de confiança ou apropriação indevida, desencadeando intenso descontentamento interno, ensejando a deliberação pela execução da morte dele, como medida de retaliação e reafirmação do controle da estrutura financeira por parte da organização criminosa”.Organização se infiltrou na TransuniãoO relatório de investigação do DHPP, ao qual a coluna teve acesso, diz ainda que o PCC se infiltrou na estrutura societária e operacional da Transunião e acrescenta que a empresa estaria sendo utilizada como instrumento de lavagem de capitais.A Transunião, localizada no Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo, passou a ficar na mira do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) em 2020, sob suspeita de envolvimento com integrantes da liderança do PCC na lavagem de dinheiro.Segundo o MP-SP, Cachorrão foi identificado por dados técnicos (rastreamento de celular/posicionamento geográfico) e registros biométricos como o executor dos disparos, enquanto Sapo atuou de forma decisiva na condução da vítima à emboscada e no monitoramento logístico do crime.Inquérito contra petista é arquivadoO MP-SP requereu a prisão preventiva de Cachorrão e Sapo, mas o juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 1ª Vara do Júri da Capital, indeferiu o pedido e também determinou o arquivamento do inquérito policial contra outros três investigados pelo homicídio, um deles o ex-vereador Senival Moura (PT).




