
Os patriotas foragidos na Argentina deveriam trocar seu patriotismo por um equipamento de GPS. Quando conseguirem se localizar no universo, talvez percebam que não têm do que reclamar. No 8 de janeiro, desceram do QG do Exército para a Praça dos Três Poderes para precipitar um golpe. O golpe veio. Não o que o mito desejava, mas aquele em que a turba de devotos caiu.Ao interromper o Gilmarpalooza portenho, em Buenos Aires, o fugitivo Symon Filipe de Castro Albino se apresentou como uma “pessoa de bem” injustiçada por Alexandre de Moraes. O alto-comando e a ralé do golpe cultivam um sentimento em comum: Ninguém se sente culpado. São vítimas de alguém.Symon Castro e outros dois fugitivos que ornamentaram a plateia do Gilmarpalooza demoram a se dar conta de que o golpe de Bolsonaro foi um conto do vigário no qual eles caíram. Dormiram na porta do quartel, rezaram para pneus e marcharam sobre as sedes dos Poderes imaginando que conquistariam uma ditadura. Ganharam uma vaga cadeia.




