
Outros estudos mostraram que, por volta da 35ª semana, os fetos começam a responder à música com mudanças na frequência cardíaca e nos movimentos corporais. O que permanece incerto, segundo a pesquisa, é qual aspecto específico da música – sua estrutura rítmica ou melódica – impulsiona essas predisposições precoces,.Na estudo, publicado no jornal científico PLOS Biology, recém-nascidos foram expostos a melodias musicais e a estímulos de controle, nos quais a altura e o ritmo das notas eram embaralhados ao longo do tempo para criar sequências com regularidades musicais interrompidas.No entanto, os estímulos mistos não apresentaram previsibilidade comparável em termos de tom ou ritmo, apesar de serem acusticamente semelhantes.Bebês já nascem “sintonizados” com o ritmoEnquanto os bebês ouviam, os pesquisadores usaram eletroencefalografia (eletrodos colocados na cabeça dos bebês) para medir suas ondas cerebrais. Quando as ondas cerebrais dos bebês mostravam sinais de surpresa, significava que eles esperavam que a música seguisse um caminho, mas ela tomava outro.Assim, os bebês tendiam a apresentar esses sinais neurais quando o ritmo mudava inesperadamente; ou seja, eles haviam formado expectativas musicais com base no ritmo. Esses resultados já haviam sido observados em primatas não humanos.




