
A Mastercard executou garantias ligadas a dívidas do Will Bank, que pertence ao conglomerado do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e passou a deter participações relevantes na varejista de móveis Westwing e no BRB (Banco de Brasília). As ações haviam sido dadas em alienação fiduciária (garantia) e foram tomadas após o banco digital deixar de honrar obrigações com a bandeira, segundo pessoa a par do assunto. Em ambos os casos, a bandeira de cartões afirmou na noite desta terça-feira (20) que não tem intenção de exercer direitos políticos nem de permanecer como acionista. Na Westwing, de acordo com fato relevante, a Mastercard assumiu 3.540.768 ações ordinárias, o equivalente a 31,87% do capital social da empresa e R$ 19 milhões em dinheiro. No BRB, a Mastercard comunicou a aquisição de 33.684.706 ações, correspondentes a 6,93% do capital total do banco, sendo 11,75 milhões de ações ordinárias (3,67%) e 21,93 milhões de preferenciais (13,21%). Em valor, são R$ 237,4 milhões. Assim como no caso da Westwing, a bandeira afirmou que as ações serão vendidas, sem objetivo de alterar o controle ou a estrutura administrativa da instituição. “A excussão da garantia não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da sociedade”, disse a Mastercard nos comunicados ao mercado. Os movimentos ocorrem após a bandeira suspender a aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank. Segundo pessoa a par do assunto, a decisão busca evitar o aumento do valor devido pelo banco digital junto à bandeira. “Nós, assim como os reguladores, acompanhamos de perto as operações do Will Bank há algum tempo para entender como as regras da nossa rede estavam sendo cumpridas, a fim de apoiar os participantes do ecossistema que dependem de seus serviços. Diante de mudanças no atendimento a essas obrigações, e considerando também nossos próprios requisitos regulatórios, suspendemos o uso dos cartões do Will Bank em nossa rede”, disse a Mastercard em nota. O Will Bank está sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet), decretado pelo Banco Central em novembro, quando a liquidação do Banco Master foi anunciada. A medida preserva as operações do banco digital.




