
Com uma economia em expansão e marcada por fortes contrastes regionais, os municípios do Tocantins geraram juntos R$ 64,3 bilhões em riquezas em 2023, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento revela não apenas a força dos principais polos econômicos do estado, mas também curiosidades sobre a distribuição do desenvolvimento entre cidades grandes e pequenas.
Os maiores PIBs
A capital, Palmas, confirmou seu papel de principal motor econômico tocantinense ao concentrar R$ 14,1 bilhões do PIB estadual — sozinha, responde por uma fatia expressiva de toda a riqueza produzida no estado. Araguaína, impulsionada pelo comércio e pelo agronegócio, aparece em segundo lugar, com R$ 7,3 bilhões, enquanto Gurupi, referência no sul do estado, fechou o pódio com R$ 3,7 bilhões.
Outros municípios também se destacam como importantes centros regionais. Porto Nacional, com R$ 3,2 bilhões, e Paraíso do Tocantins, com R$ 2,3 bilhões, ultrapassaram a marca dos R$ 2 bilhões, evidenciando a interiorização da geração de riquezas e a força logística e produtiva dessas cidades.
Os menores PIBs
No outro extremo do ranking, pequenas cidades revelam a diversidade econômica do Tocantins. Novo Alegre registrou PIB de R$ 38,6 milhões, Lavandeira alcançou R$ 41,5 milhões, e Taipas do Tocantins somou R$ 41,6 milhões — números modestos, mas que refletem realidades locais fortemente ligadas à agricultura familiar e à economia de subsistência.
Mesmo representando apenas 0,59% do PIB brasileiro, o Tocantins tem peso relevante na Região Norte, onde responde por 10,1% da economia regional. Palmas, por sua vez, participou com 0,13% do PIB nacional e 1,2% de toda a riqueza produzida no Norte, reforçando sua posição estratégica no cenário econômico regional.
Os dados do IBGE mostram um estado em movimento, onde grandes centros urbanos puxam o crescimento, enquanto municípios menores guardam peculiaridades que ajudam a contar a história econômica do Tocantins. (AF Notícias).




