
Mãe disse não que tinha provas físicas das agressões até o dia 5 de novembro. Na ocasião, o menino chegou com marcas roxas no pescoço e na região do peitoral. Nívia entrou em contato com a professora do menino, enviou a foto das marcas e afirmou que não toleraria qualquer tipo de agressão contra o filho. A docente respondeu que falaria com as crianças no dia seguinte.Cinco dias depois, a criança teve os dedos amputados. A professora, que não teve o nome divulgado, declarou que o caso foi um incidente que “poderia ter acontecido com qualquer menino e que ninguém teve a intenção” de machucar o garoto. Não há informações se os envolvidos na amputação eram os mesmos que praticavam bullying contra o brasileiro. Nívia mostrou ao programa uma troca de mensagens de WhatsApp entre ela e a professora.Entenda o casoNívia afirma que recebeu um telefonema da escola dizendo que o filho tinha sofrido um acidente leve em 10 de novembro. Ao chegar ao colégio, encontrou o menino sentado, com a mão ensanguentada, enfaixada e com gelo por cima. Na ambulância, Nívia conta que o bombeiro colocou algo em sua mão e pediu que segurasse. Quando perguntou o que era, ouviu: “É o dedo do seu filho.”Menino foi levado ao Hospital de São João, no Porto, onde passou por três horas de cirurgia. Não foi possível reconstituir as pontas dos dois dedos amputados.De acordo com o relato feito pelo menino à mãe, o ferimento ocorreu quando duas crianças fecharam a porta do banheiro nos dedos dele, impedindo que saísse para pedir ajuda. Com receio após a repercussão do caso, a família decidiu se mudar de casa e de cidade, sem divulgar o novo endereço. Eles estão provisoriamente na casa de parentes, dormindo em colchonetes, enquanto tentam reorganizar a rotina.




