
Diretor de comunicação da Liga-SP afirma que “problemas podem ocorrer em qualquer lugar, com qualquer pessoa e qualquer escola”. “Alimentar o estigma de que escolas oriundas de torcidas organizadas tendem a ser violentas, às vésperas do Carnaval, é um desserviço ao Carnaval, ao samba, à cultura, ao turismo, e à assistência social que essas escolas promovem durante 365 dias no ano”, afirmou.Presidente da Mancha Verde, Paulo Serdan diz que já participou de carnavais com outras escolas ligadas a torcidas organizadas e não teve problemas. “Desfilei com a Gaviões, com a Independente [Tricolor], a Dragões [da Real] e não aconteceu nada, não tem o que falar. Nos últimos 10 anos a gente já desfilou juntos diversas vezes, não vai acontecer absolutamente nada”, afirmou ao UOL.Escolas de torcidas convivem sem registros de confusão durante a fase de produção do evento, diz Serdan. “Lá onde a gente está, estão barracões da Mancha, da Camisa 12 e da Independente e não aconteceu nada. Na rua de trás, do lado de trás, está a Torcida Jovem [ligada ao Santos], não aconteceu nada”, disse. “Estamos há uma semana lá no terreno montando as alegorias e não aconteceu nada.””Ninguém gostaria de jogar o trabalho de uma comunidade toda por água abaixo”, diz Giovanni Bargi, da Camisa 12, agremiação ligada ao Corinthians. “Não há problema nenhum [em relação ao desfile no mesmo dia], Carnaval é o trabalho de uma comunidade toda o ano inteiro”, disse ele. “Acredito que nem a nossa nem as outras torcidas vão querer jogar esse trabalho fora.”Bargi disse que já ocorreram dois ensaios técnicos seguidos de escolas de torcidas. Segundo ele, não houve registros de ocorrências. “Nenhum problema foi relatado até mesmo pelo respeito entre elas. Fazemos Carnaval para levar alegria à nossa comunidade”, disse ele. O UOL procurou a escola Independente Tricolor, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.Como vai funcionar o esquema de segurançaDesfile com escolas de torcida organizadas é “evento sensível”, diz o coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da Secretaria da Segurança Pública. “Não é a primeira vez que elas desfilam, mas vamos fazer um esquema especial”, diz Pereira. Segundo ele, haverá policiamento reforçado nas áreas de intersecção das torcidas —tantos nos espaços externos quanto externos— para prevenir eventuais conflitos.




