

A convite do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o ex-governador Mauro Carlesse se filiou ao partido nesta quinta-feira, 22, em São Paulo. O ato contou com a presença do vice-governador e presidente estadual da sigla no Tocantins e vice-governador, Laurez Moreira, e é visto nos bastidores como o ponto final de uma disputa que se estendeu por cerca de 14 anos entre os dois líderes.
Por Wesley Silas
A presença conjunta de Carlesse e Laurez não é tratada apenas como um gesto de conciliação, mas como um movimento calculado para reorganizar o tabuleiro eleitoral no Tocantins. A articulação teria sido costurada diretamente com Kassab, que busca fortalecer o PSD no Estado, ocupando espaço no campo de centro-direita, apesar da forte tendência de uma majoritária formada com o PT e PSB, e atraindo lideranças que estavam politicamente dispersas desde o afastamento de Carlesse do governo.
O primeiro teste público dessa reaproximação deve ocorrer na fase semifinal da Copa do Craque, evento esportivo que se transformou em ponto de encontro de lideranças políticas regionais. A expectativa é que Carlesse e Laurez circulem juntos, ao lado do deputado estadual Gutierres Torquato (PDT) e do pré-candidato a deputado estadual Glaydson Nato, sinalizando a formação de um novo bloco político. A presença conjunta nesse ambiente, com forte apelo popular, é vista como estratégia para medir a recepção do eleitorado e enviar um recado a aliados e adversários.
A filiação de Carlesse ao PSD ocorre após manifestação pública em que ele se solidarizou com Laurez Moreira, depois de o vice-governador ter seu gabinete transferido do Palácio Araguaia para um espaço comercial na Avenida JK, em Palmas. Nos bastidores, o episódio foi interpretado como tentativa de esvaziar politicamente o vice-governador, o que teria acelerado a aproximação entre Laurez e Carlesse sob a mediação da direção nacional do partido.
Interlocutores próximos avaliam que, se a parceria se consolidar nas ruas e nos eventos regionais, o novo arranjo poderá interferir diretamente na formação das chapas para as eleições de 2026, especialmente na composição para Assembleia Legislativa, onde Carlesse já foi presidente e pretende retornar e na disputa majoritária. A semifinal da Copa do Craque, no próximo fim de semana, deve funcionar como um laboratório dessa nova correlação de forças, em que a disputa vai além das quatro linhas do campo e se projeta para o cenário eleitoral tocantinense.
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