
O Ministério de Serviço Penitenciário anunciou a libertação de 116 detidos, mas ONGs especializadas reportaram bem menos. A Foro Penal registrou 56, e o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, que reúne familiares, 69.”Não pode haver transição na Venezuela se não houver a liberdade plena e incondicional de todos os presos políticos”, disse em entrevista coletiva Diego Casanova, representante do Comitê. “A repressão que os levou às prisões onde estão continua (…) Hoje, vemos que mais de 1.000 pessoas continuam presas injustamente.”Casanova denunciou prisões de pessoas por “apoiar” a queda de Maduro, e disse que foram acrescentados ao seu registro 100 novos casos, não reportados antes por medo das famílias de represálias.Um estado de exceção está em vigor na Venezuela desde o bombardeio. Familiares se encontraram com tanta frequência nos centros de reclusão que se tornaram amigos.Bianca Lorenzo, 65, e Xiomara Requena, 58, aguardam notícias de seus filhos, que acreditam terem sido transferidos para outra prisão militar após cumprirem sua pena.”Não nos dizem nada. Deveria estar em liberdade há 11 meses”, disse Bianca à AFP, em tom choroso. “Até hoje, nenhum telefonema. Fomos até lá e soltaram cães contra nós.”




