
Fabricante de locomotivas instalada no país há 63 anos, a Wabtec implantou um centro global de engenharia no país para atender clientes nacionais e estrangeiros e abriu uma nova linha de produção em Contagem (MG). A empresa, de origem norte-americana, busca aproveitar um momento que considera favorável para o setor ferroviário —com as renovações antecipadas de concessões e novos projetos previstos para os próximos anos no país e no exterior— para ganhar mercado. Instalada no Brasil desde 1962, a empresa está sediada na cidade mineira desde 1972, e prevê se aproximar em dois anos da milésima locomotiva produzida no país. “Estamos vendo as renovações das concessões, os investimentos, aliados também com as principais cargas de vocação ferroviária, mineração, commodities agrícolas, papel e celulose, sempre impulsionando com uma visão muito positiva para os próximos anos”, disse Danilo Miyasato, presidente da Wabtec na América Latina. O centro de engenharia é o terceiro da indústria, que já possui um na Índia e outro nos Estados Unidos, onde tem sua sede global em Pittsburgh. O investimento para a ampliação das operações supera R$ 20 milhões e devem ser contratados até 2028 cerca de 300 engenheiros. Atualmente, a empresa possui no Brasil, incluindo centros de logística em cidades como Monte Alto (SP) e Governador Valadares (MG), 1.775 empregados. O centro, com área de 9.000 metros quadrados, foi inaugurado sexta-feira (19) com foco em pesquisa e desenvolvimento para apoiar projetos locais e internacionais. Com a nova linha de produção de locomotivas, a capacidade será ampliada em 28%. “Nós vamos ter a camada de engenheiros juniores, plenos, sêniores e os principais, e também uma oportunidade de estar conectado com os centros globais e ter de fato uma carreira. Não é simplesmente uma contratação de engenheiros, mas a gente sempre fala que na jornada ferroviária os ciclos são mais longos. O ciclo de produção de uma locomotiva é de 18 meses. Nossa corrida não é de 100 m”, disse o executivo. Ele disse que a segunda linha para a fabricação de locomotivas é focada principalmente em projetos especiais. Está em curso a produção para um cliente da Austrália. Colunas Receba no seu email uma seleção de colunas da Folha A Wabtec e a Vale anunciaram há dois meses uma parceria para o desenvolvimento de estudos sobre o uso de etanol nos trens que percorrem diariamente a Estrada de Ferro Vitória a Minas. A proposta, inicialmente com estudos em laboratório, é a de chegar a um motor flex (dualfuel), que possa continuar usando o diesel, mas também permita uma mistura do combustível fóssil com o etanol, derivado da cana-de-açúcar e do milho. Miyasato disse que a jornada de descarbonização é um dos temas centrais na empresa e que a proposta é oferecer várias soluções nesse sentido. Ele ainda afirmou que o setor ferroviário tem potencial para ser responsável, em dez anos, pelo transporte de até 40% das cargas do país, índice que hoje não chega a 20%, muito inferior ao de países como Rússia (81%), Canadá (46%) e Estados Unidos (43%). LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.




