
Um tribunal de Paris condenou, nesta segunda-feira (5), 10 pessoas por assédio cibernético contra a primeira-dama da França, Brigitte Macron, por espalharem falsas informações de que ela é uma mulher transgênero que nasceu homem, informou a mídia francesa. Os oito homens e duas mulheres foram considerados culpados de fazer comentários maliciosos sobre o gênero e a sexualidade de Brigitte Macron, chegando a equiparar a diferença de idade com seu marido, o presidente Emmanuel MAcron, a pedofilia. Eles receberam sentenças de até oito meses com pena de prisão suspensa (quando podem cumprir em liberdade desde que respeitem condições impostas pelo juiz), informou a France Info. Brigitte e Macron convivem há tempos com falsidades sobre a primeira-dama, como a de que ela nasceu como Jean-Michel Trogneux —o nome verdadeiro de seu irmão mais velho. A diferença de idade de 24 anos entre o casal também atraiu críticas e provocações, que eles ignoraram por anos, mas recentemente começaram a contestar judicialmente. A decisão de segunda-feira marca uma vitória para os Macrons, que estão movendo um processo separado de difamaçãonos EUA contra a influenciadora e podcaster de direita Candace Owens, que também afirmou que Brigitte nasceu homem. A Reuters não conseguiu contatar imediatamente o advogado de Brigitte Macron ou os advogados dos condenados. Falando com a TF1 no domingo à noite, Brigitte Macron defendeu sua luta contra os cyberbullies, esperando que fosse um exemplo para outros. Ela disse que os ataques online contra ela pareciam intermináveis e incluíam “pessoas que invadiram meu site fiscal e modificaram minha identidade”. “Uma certidão de nascimento não é nada. É um pai ou uma mãe que vai declarar seu filho, que diz quem ele é ou quem ela é”, disse ela. “Quero ajudar os adolescentes a lutar contra o assédio e, se eu não der o exemplo, será difícil.”




