
Um estudo da ONU e da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC), revelado nesta segunda-feira (17), mostrou que omundo avançou na queda das suas emissões, originadas principalmente na agricultura, na gestão de resíduos e na produção e queima de combustíveis fósseis. Mas, para que o objetivo de redução de 30% até 2030 seja atingido, será preciso acelerar a implementação de medidas de mitigação. O cumprimento desta meta resultaria em uma queda de 0,2°C da temperatura global até 2050, salientou o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).No Brasil, 25% do total de emissões brasileiras são de metano e, entre elas, 75% têm origem na agricultura, principalmente na criação de gado. A digestão do boi é o que causa esse efeito.”Nós precisamos ter um manejo mais eficiente desses animais. Isso passa desde um manejo dos próprios animais, como diminuindo o prazo de abate deles, por exemplo, até a suplementação alimentar deles, a genética e o manejo dos dejetos deles”, explica Renata Potenza, especialista em boas práticas na pecuária do Imaflora.”Quanto mais velho, mais ele emite, e também quanto mais tempo ele passa no pasto, mais ele emite”, afirma. No Brasil, os animais chegam a ser abatidos aos 42 meses – contra 30 em países como a China.Financiamento para soluções já conhecidasPara dar escala às soluções, é preciso capacitação técnica em campo dos produtores e, sobretudo, financiamento para implementar medidas já conhecidas para atenuar as emissões. Este combate também dialoga com o do desmatamento e da redução do CO2, uma vez que a recuperação de pastos degradados gera uma melhor qualidade para a alimentação do gado e, simultaneamente, contribui para a remoção de carbono no solo. “Ou seja, quando a gente tem uma política no metano, temos vários outros benefícios”, salienta Potenza.




