
Reconhecida como a capital do agronegócio tocantinense, Porto Nacional foi escolhida para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento que será realizado no próximo dia 30 de janeiro, na Fazenda Alto da Serra. A escolha reforça o protagonismo do município na cadeia produtiva do grão e ocorre em um momento de forte desempenho econômico no comércio exterior.
Porto Nacional acaba de registrar o quarto ano consecutivo como maior exportador do Tocantins. Em 2025, o município comercializou US$ 552,2 milhões em produtos agrícolas no mercado internacional — o equivalente a quase R$ 3 bilhões. O volume representa um crescimento de 20% em relação a 2024 e responde por cerca de 18% de todas as exportações realizadas pelo estado no ano passado, que somaram aproximadamente US$ 3 bilhões. Os dados são do Comex Stat, sistema oficial do governo federal.
O desempenho mantém Porto Nacional com ampla vantagem sobre o segundo colocado no ranking estadual. Em 2025, a diferença em relação a Palmas foi de quase US$ 214 milhões em exportações.
A soja lidera com folga a pauta exportadora do município. Em 2025, o grão respondeu por 65% do total exportado, com cerca de 900 mil toneladas comercializadas e receita de US$ 357 milhões. Na sequência aparecem os resíduos de soja, responsáveis por 18% das exportações, com 286 mil toneladas e faturamento de US$ 99 milhões, acompanhando a tendência nacional de valorização da oleaginosa e de seus derivados.
O destaque produtivo foi determinante para que Porto Nacional fosse escolhida como sede da Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento que acontecerá às 8 horas, na Fazenda Alto da Serra. O município também abriga produtores de referência no setor, como o atual presidente da Aprosoja Brasil (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Brasil), Maurício Buffon, que desenvolve atividades produtivas na região
Fazenda anfitriã
De acordo com Renato Schneider, representante da Fazenda Alto da Serra, o grupo iniciou suas atividades no Tocantins em 2012, acompanhando a expansão da fronteira agrícola no estado. Atualmente, atua no cultivo de soja e milho, além de atividades ligadas à pecuária, transporte e armazenagem. Cerca de 10 mil hectares são destinados à produção de soja, consolidando a fazenda como um dos polos agrícolas da região.
Além da produção, o grupo mantém projetos sociais voltados às comunidades do entorno, com ações direcionadas à escola rural e iniciativas como o programa “Se Liga na Fazenda”. Para Schneider, sediar a Abertura Nacional da Colheita tem significado simbólico e produtivo, e o planejamento da lavoura foi conduzido para permitir que a colheita ocorra na data do evento.
A propriedade adota práticas de manejo integrado de pragas e doenças, utiliza o sistema de plantio direto a partir do segundo ano após a abertura das áreas — muitas delas antigas pastagens degradadas — e segue integralmente as normas do Código Florestal, com atenção às exigências ambientais.
Gestão climática e tecnologia
Para reduzir riscos climáticos, o grupo aposta no consórcio de milho com braquiária, na formação de palhada de qualidade e na agricultura de precisão para o manejo do solo. Em períodos de excesso de chuva durante a colheita, as estratégias incluem escalonamento das operações, uso de cultivares com ciclos distintos e suporte de estrutura própria de armazenagem e secagem de grãos.
A escolha de Porto Nacional e da Fazenda Alto da Serra para sediar a Abertura Nacional da Colheita da Soja consolida o município como referência no agronegócio tocantinense e reforça o papel do Tocantins na cadeia produtiva da soja em âmbito nacional.
Principais números das exportações de Porto Nacional
2022: US$ 570,7 milhões
2023: US$ 612,3 milhões
2024: US$ 460,3 milhões
2025: US$ 552,2 milhões
Total exportado nos últimos quatro anos: quase US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 11,76 bilhões).




