
Companhias como American Airlines e Air Canada cancelaram voos. Representações diplomáticas recomendaram que cidadãos estrangeiros permanecessem em locais seguros.Pressão externa e coordenação bilateralA operação ocorre em meio a pressão política de Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, vinha defendendo medidas mais duras contra cartéis mexicanos e chegou a mencionar a possibilidade de ações unilaterais.Fontes dos dois governos indicam que a captura e morte de Oseguera foi coordenada por uma força-tarefa conjunta sediada no Arizona, criada no fim do ano passado para integrar inteligência militar e policial dos dois países.O que pode vir a seguirEspecialistas em segurança avaliam que a morte de “El Mencho” não desarticula automaticamente o CJNG. O grupo expandiu sua presença internacional nos últimos anos e opera com comando descentralizado.Continua após a publicidadeSem um sucessor incontestável — o filho do líder cumpre prisão perpétua nos EUA —, o cartel pode enfrentar disputas internas. Autoridades americanas já alertaram para possíveis “espasmos de violência” nas próximas semanas.EUA e Irã retomam diálogo sob ameaça militarEstados Unidos e Irã devem se reunir em Genebra na quinta-feira para tentar evitar uma escalada militar. O governo Trump pressiona Teerã a abandonar o enriquecimento de urânio, enquanto reforça sua presença militar na região.Força concentradaDois grupos de porta-aviões americanos operam no entorno do Oriente Médio, incluindo o USS Gerald R. Ford. Bombardeiros, caças e sistemas antimísseis foram deslocados. Entre os alvos potenciais discutidos estão instalações nucleares e bases da Guarda Revolucionária, segundo reportagem do The New York Times.Divergências internasApesar da retórica firme da Casa Branca, autoridades ouvidas sob condição de anonimato relatam cautela no alto comando militar. O vice-presidente JD Vance questionou riscos estratégicos de uma ofensiva direta. O general Dan Caine alertou para a complexidade operacional de atingir instalações subterrâneas.Continua após a publicidadePropostas de envio de forças especiais ao território iraniano foram consideradas e descartadas.Proposta de compromissoO diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, sugeriu um modelo intermediário: permitir ao Irã manter um programa mínimo de enriquecimento voltado exclusivamente à produção de isótopos médicos.Teerã afirma que não abrirá mão de seu “direito” ao combustível nuclear. Washington mantém a exigência pública de “enriquecimento zero”. Diplomatas avaliam que qualquer acordo dependerá da capacidade política de ambos os lados de apresentá-lo como vitória doméstica.Zelensky acusa Putin de já ter iniciado “Terceira Guerra Mundial”Em entrevista à BBC, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que Vladimir Putin já iniciou uma guerra de escala global ao invadir seu país.Continua após a publicidadeA declaração ocorre num momento de tensão com Washington. Desde que reassumiu a presidência, Donald Trump reduziu significativamente o envio de ajuda militar e pressiona Kiev a aceitar cessão de territórios ocupados — incluindo áreas de Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia — como condição para um cessar-fogo.Zelensky rejeita a proposta.”Fraquejar nossas posições e abandonar centenas de milhares de pessoas que vivem lá dividiria nossa sociedade.”A relação entre os dois líderes deteriorou-se ao longo do último ano. Trump já classificou Zelensky como “ingrato” e sugeriu que o ucraniano teria responsabilidade pelo conflito — narrativa alinhada à versão russa.Zelensky respondeu: “Eu não sou um ditador, e não comecei a guerra.”O impasseKiev sustenta que concessões territoriais apenas dariam tempo à Rússia para se rearmar. O governo ucraniano tenta ampliar a produção doméstica de armamentos ocidentais, mas depende de licenças e garantias de segurança formal dos Estados Unidos.




