
O ex-deputado venezuelano Juan Pablo Guanipa, dirigente opositor próximo à Nobel da Paz e líder opositora venezuelana María Corina Machado foi libertado neste domingo (8), um mês após o anúncio de um processo de solturas de presos políticos por parte da líder interina do pais, Delcy Rodríguez . “Anuncio que meu pai, Juan Pablo Guanipa, foi libertado há minutos. Depois de mais de oito meses de prisão injusta e mais de um ano e meio separados, toda a nossa família poderá se abraçar novamente em breve”, escreveu Ramón Guanipa em uma mensagem na rede social X. As libertações de presos políticos foram anunciadas em 8 de janeiro, cinco dias após a captura do deposto mandatário Nicolás Maduro durante uma incursão militar dos Estados Unidos na Venezuela. Juan Pablo Guanipa, de 61 anos, foi detido em 23 de maio de 2025 vinculado a uma suposta conspiração contra a eleição de governadores e deputados ao Parlamento. O dirigente esteve na clandestinidade por meses e sua última aparição pública foi em 9 de janeiro de 2025 para acompanhar Machado a um protesto contra a nova posse de Maduro após as eleições de 28 de julho de 2024. A oposição denunciou aquele pleito como fraudado. Guanipa foi acusado dos crimes de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência e ao ódio. “Ainda há centenas de venezuelanos injustamente encarcerados. Exigimos a libertação imediata, plena e incondicional de todos os presos políticos”, acrescentou Ramón Guanipa após confirmar a libertação de seu pai. Juan Pablo Guanipa disse no domingo que há “muito o que conversar sobre o presente e futuro da Venezuela”, à medida que avança um processo de anistia na nova era pós-Nicolás Maduro. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo “Aqui estamos saindo em liberdade depois de um ano e meio”, disse Guanipa em um vídeo publicado em sua conta no X, onde mostrava o que parece ser seu documento de libertação. “Dez meses escondido, quase nove meses aqui detido” em Caracas. “Hoje estamos saindo em liberdade. Muito o que conversar sobre o presente e o futuro da Venezuela, sempre com a verdade pela frente”, acrescentou.




