
As forças curdas, que foram a linha de frente da luta antijihadista, tiveram de se retirar, sob pressão de Damasco, de vastas áreas do norte do país onde há prisões de jihadistas e campos que abrigam suas famílias. As Forças Democráticas Sírias (FDS, dominadas pelos curdos) devem ser integradas ao Exército sírio. Jean?Noël Barrot destacou o “envolvimento pessoal” do presidente francês, Emmanuel Macron, “para evitar um banho de sangue, facilitar um cessar-fogo e permitir que um acordo fosse alcançado” entre Damasco e os curdos.De acordo com o chanceler francês, a implementação do acordo de 29 de janeiro “está avançando”. Barrot deve se reunir com o chefe das forças curdas, Mazloum Abdi, no Iraque. Segundo uma fonte do Ministério das Relações Exteriores francês, o ministro pediu a “plena aplicação do acordo, especialmente no que diz respeito aos direitos dos curdos”. O chanceler sírio não deu declarações após o encontro.O acordo frustrou as esperanças dos curdos de manter a zona autônoma estabelecida no norte e nordeste da Síria durante a guerra civil que destruiu o país entre 2011 e 2024. A luta contra o EI também será tratada nesta quinta-feira com o governo central em Bagdá e, em seguida, com as autoridades regionais curdas iraquianas em Erbil, de acordo com uma fonte do Ministério das Relações Exteriores.A estabilidade da Síria é um elemento indispensável para a segurança regional, defende o governo francês. As novas autoridades islamistas sírias aderiram à coalizão antijihadista. Mas, desde a retirada das Forças Democráticas Sírias, os Estados Unidos começaram a transferir centenas de detidos do grupo EI para o Iraque, temendo fugas.Aliados do IrãNo Líbano, onde deve chegar nesta sexta-feira (6), Jean?Noël Barrot levará “uma forma de garantia” a países que abrigam em seu território grupos aliados ao Irã, como as milícias xiitas e o movimento Hezbollah. Representantes do Irã e dos Estados Unidos devem se encontrar nesta sexta-feira, em Omã, após o posicionamento de uma força naval e militar de peso para manter a pressão sobre Teerã.




