
Talismã abre visitação ao público em sítio arqueológico com itens do período pré-colonial
Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento teve área reconhecida pelo Iphan e possui vestígios pré-coloniais. Visitas podem ser feitas mediante agendamento.
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O município de Talismã oficializou a abertura para visitação ao Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento. A área é reconhecida pelo Iphan e possui vestígios pré-coloniais.
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Com 957,18 hectares e cercas de proteção, o local possui restrições para atividades econômicas favorecendo a preservação da área.
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Foram descobertos vestígios de cerâmica Aratu/Uru, pedras lascadas e uma mão de pilão. Os itens podem comprovar a presença indígena antes de um embate em 1740.
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A descoberta ocorreu em 2025, após a morte do proprietário Furtunato Pinto. As visitas ao sítio devem ser agendadas.
Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento em Talismã — Foto: Divulgação/Prefeitura de Talismã
Na busca pela preservação da história e proteção cultural, o município de Talismã oficializou a abertura ao público do Sítio Arqueológico Furtunato Pinto do Nascimento. A área foi reconhecida como patrimônio arqueológico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e remonta à presença de uma aldeia indígena dos Avá-Canoeiro com itens do período pré-colonial.
Entre os artefatos descobertos no sítio arqueológico de Talismã, há vestígios de cerâmica da tradição Aratu/Uru, uma mão de pilão lítica e pedras lascadas usadas como ferramentas.
Os itens poderiam comprovar a presença dos Avá-Canoeiro na região até o violento embate na Ilha do Tropeço, em 1740, com tropas coloniais, de acordo com a Prefeitura de Talismã. Após a identificação em acompanhamento técnico realizado pelo Iphan, o município publicou um decreto que reconhece formalmente a relevância cultural da área e estabelece instrumentos de proteção.

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O patrimônio cultural é uma homenagem ao patriarca da propriedade em que o sítio está localizado. A descoberta aconteceu em 2025, depois da morte do senhor Furtunato Pinto do Nascimento. Foi ele quem difundiu a existência dos vestígios ligados ao período pré-colonial, segundo o secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, João Carlos.
A abertura oficial para visitação do público busca ampliar ações de educação patrimonial, pesquisa científica e turismo cultural. As visitas podem ser realizadas mediante agendamento com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Defesa Civil ou Instituto Anjos da Selva.
O superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado, conta que a abertura oficial do sítio “fortalece a preservação da memória, da história e das referências culturais da região”.
Materiais cerâmicos e ferramentas de pedra podem indicar a presença presença de civilizações passadas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Talismã


