
Três em cada dez brasileiros já recorreram à inteligência artificial para compreender temas considerados complexos, como política, economia e ciências. É o que mostra uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, realizada com 2.012 pessoas com mais de 18 anos em todo o país. Segundo o levantamento, 10% dos entrevistados afirmam usar ferramentas de IA com frequência para esse fim, enquanto outros 20% dizem já ter utilizado algumas vezes. O uso é mais intenso entre jovens de 18 a 30 anos, da chamada geração Z: 40% afirmam recorrer à tecnologia para aprender sobre assuntos complexos. Entre os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964, o índice cai para 13%. A pesquisa também aponta diferenças relevantes de acordo com renda e escolaridade. Entre pessoas com ensino superior completo, 39% utilizam a ferramenta para compreender temas políticos, econômicos ou científicos. O percentual é de 32% entre quem tem ensino médio e de 20% entre aqueles com ensino fundamental. O mesmo padrão aparece na segmentação por renda. Entre brasileiros que ganham mais de cinco salários mínimos, 39% usam inteligência artificial para esse tipo de aprendizado. Já entre quem recebe até um salário mínimo, o índice é de 22%. Além do uso para informação, a tecnologia começa a entrar em decisões do cotidiano. De acordo com o levantamento, 29% dos brasileiros se dizem confortáveis em usar a tecnologia como apoio para decisões relacionadas à saúde e ao bem-estar. Outros 28% afirmam que a IA pode automatizar tarefas de trabalho ou estudo, e 23% veem a ferramenta como aliada para aumentar a produtividade. O uso voltado ao trabalho e à produtividade é mais comum entre pessoas com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos, grupo no qual o índice chega a 35%. Já a aplicação da IA em saúde e bem-estar aparece com mais força entre pessoas com renda de até um salário mínimo (34%), mulheres e indivíduos de 45 a 60 anos (32%). A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 26 de agosto e 1º de setembro de 2025, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. com IVAN FINOTTI (INTERINO), DIEGO ALEJANDRO, KARINA MATIAS e VICTÓRIA CÓCOLO LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.




