
Suspeito tinha uma dívida com Rafael de valor não revelado. Segundo a defesa dele, o débito foi “decorrente de uma negociação realizada em ano anterior” e, devido ao não pagamento, Rafael teria feito “diversas tentativas de cobrança, muitas delas recebidas com respostas agressivas ou ameaçadoras”.No dia do crime, o suspeito alega que encontrou Rafael “por acaso” dentro do restaurante Caldinho do Nenen. De acordo com a defesa do suspeito, ele tinha o “temor de que Rafael mantivesse vínculos com organização criminosa, circunstância que teria gerado um estado constante de insegurança”, porém, em momento algum “houve qualquer intenção prévia de causar o desfecho ocorrido” — a morte da vítima.Morte de Rafael foi resultado de um “contexto de consumo de bebida alcoólica, ânimos exaltados e uma confusão envolvendo terceiros, em que a situação saiu do controle”, disseram os advogados. “Ciente da gravidade dos fatos, o representado não se esquiva de suas responsabilidades, confessa sua conduta e se coloca à disposição da Justiça, confiando que a apuração ocorrerá de forma técnica, justa e equilibrada”.Defesa ressalta que o suspeito é um “comerciante, pai de uma filha recém-nascida e pessoa integrada à vida familiar e social”. “O ocorrido, embora grave e lamentável, trata-se de um ato impensado, que não resume sua trajetória pessoal”, completou.Não foi informado há quanto tempo Rafael e o suspeito se conheciam. O UOL não conseguiu contato com a família de Rafael para posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.Relembre o casoRafael Ventura Martins, 32, foi assassinado com dois tiros dentro do restaurante Caldinho do Nenen, no dia 4 deste mês. No momento do crime, ele estava acompanhado de uma mulher, que não teve o nome divulgado.




