
Segundo os familiares, Soltani não teve acesso a advogado e nem a informações sobre as acusações formais. A família afirma que foi autorizada a visitá-lo apenas uma vez, por cerca de dez minutos, sem receber detalhes sobre o processo judicial ou os procedimentos adotados.O anúncio da execução de Soltani elevou o caso a um símbolo da repressão aos protestos. Entidades afirmam que se trata da primeira execução oficialmente anunciada de um manifestante desde o início da atual onda de mobilizações, o que ampliou a atenção internacional.Grupos de direitos humanos alertam para o uso da pena de morte como instrumento de intimidação. Segundo essas organizações, o tratamento acelerado e pouco transparente do processo reforça o temor de que a punição extrema seja usada para conter a continuidade das manifestações.Escalada de ameaças dos EUADonald Trump disse que considera fazer ataques aéreos contra o Irã para deter a repressão contra os manifestantes. A secretária de Imprensa Karoline Leavitt disse, no entanto, que o canal para a diplomacia segue aberto, e que, em conversas privadas com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, o Irã adotou um “tom muito diferente”.No domingo, o republicano afirmou que o Exército dos EUA avalia medidas duras contra o país e chamou a morte de manifestantes de “linha vermelha”. Ele também afirmou que líderes iranianos pediram uma reunião, mas que os EUA podem agir antes disso.




