
O g1 pediu posicionamento da defesa de Rejane, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Lindiana Mendes da Silva, irmã de Rejane, foi condenada a um ano de prisão por ter ajudado na ocultação do cadáver. A defesa dela afirmou que irá recorrer da decisão.
As irmãs foram a júri popular na terça-feira (16). A audiência teve início às 8h na 1ª Vara Criminal de Araguaína e a sentença foi proferida às 21h30 pelo juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra.
De acordo com a decisão, Rejane foi responsabilizada por homicídio qualificado, furto, adulteração de veículo e ocultação de cadáver. A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 5 mil por danos morais aos familiares da vítima.
O documento destaca que o empresário sofreu antes de morrer, pois foi atacado enquanto estava imobilizado. Durante a discussão que resultou no homicídio, a mulher amarrou José Paulo pelo pescoço e pelos braços, utilizou uma faca para golpeá-lo e provocou a morte por asfixia.
José Paulo Couto e Rejane Mendes — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
O Tribunal do Júri reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes e considerou a existência de circunstâncias qualificadoras, como motivo torpe e uso de meio cruel.
Com a decisão, Rejane deverá cumprir pena de 24 anos e 3 meses em regime inicial fechado. Ela já estava presa e deve iniciar o cumprimento da pena de forma imediata. Já Lindiana foi condenada a 1 ano e 3 meses de prisão em regime aberto e pode recorrer em liberdade.
Relembre o crime
Conforme a Polícia Civil, Rejane tinha um relacionamento extraconjugal com o empresário, mas ele queria terminar e reduzir o valor de um auxílio que, supostamente, era pago a ela. A mulher não concordou com a decisão da vítima e os dois iniciaram uma discussão sobre o valor do auxílio. Ela foi presa no dia 12 de julho.
“Fui na cozinha, peguei água para ele e vi a faca. Aí falei assim ‘tá perdido mesmo pra mim. Vou terminar o que tinha pra fazer’, aí matei ele. Eu achava que matando ele ia desfazer do corpo e ninguém ia ficar sabendo. E ele saindo machucado, tinha a possibilidade de passar na polícia e falar que fui eu”, contou.
“Ele pensou que eu fosse libertar ele. ‘Corta, minha filha, essas cordas, eu te perdoo’. No lugar de cortar as cordas [com a faca] eu enfiei na garganta dele, calada. Nem falei que ia matar ele”, disse Rejane em depoimento.
As investigações apontaram que a suspeita pediu a uma terceira pessoa que retirasse o carro do empresário da casa dela. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o veículo foi deixado em um terreno baldio na noite de 9 de julho.
Rejane contou em depoimento que se desfez das joias e do celular da vítima, além de ter chamado a própria irmã para ocultar o corpo. O carro da irmã saiu da casa de Rejane na manhã do dia 10. Segundo os investigadores, possivelmente o corpo do empresário estava dentro do veículo.
Local onde corpo foi localizado em Araguaína — Foto: Divulgação/Bombeiros


