
Parlamentares já disseram que vão pedir a inconstitucionalidade da proposta. O líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), declarou que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), sob o argumento de que houve mudança no mérito e violação ao devido processo legislativo. Os bolsonaristas defendem que foi um ajuste de redação, o que não obriga que o texto volte à Câmara para nova avaliação.Mais cedo, a proposta passou pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. O texto foi aprovado com folga, por 17 votos a 7. O relator, Esperidião Amin (PP-SC) só compartilhou o parecer às 9h, próximo do início da sessão.A dosimetria angariou apoios de última hora. Ontem à noite, o relator da proposta saiu da Câmara dizendo que seria difícil a aprovação porque MDB e PSD eram contra.Na manhã de hoje, os dois partidos estavam favoráveis ao projeto. O motivo seria o discurso de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ex-presidente do Senado e jurista, ele reclamou do tamanho das penas aos presos no 8 de Janeiro.Pacheco afirmou que as punições eram muito duras. O discurso foi na mesma linha do que pensam integrantes do centrão. Eles consideram 14 anos ou mais de cadeia desproporcional porque autores de crimes violentos pegam penas menores.Governistas tentaram barrar a votação da proposta, mas não tiveram sucesso. Foram três pedidos para tentar impedir, um de audiência em separado e outros dois de adiamento. Todos foram vencidos. O senador Magno Malta (PL-ES) reclamou e chamou os pedidos de “kit obstrução”.




