
Só para assinantesAssine UOL O senador Jaques Wagner (PT-BA), que viabilizou votação da dosimetria Imagem: TON MOLINA/ESTADÃO CONTEÚDOO presidente Lula decidiu vetar o projeto de lei que reduz penas de condenados por envolvimento nos atos que culminaram na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro. A informação foi confirmada à coluna por um integrante do primeiro escalão do governo que despachou com o petista hoje (17).A discussão do projeto no Senado deixou sérias sequelas no Planalto. Ministros disseram ter sido pegos de surpresa pelo acordo costurado pelo líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), que viabilizou a votação da proposta já nesta noite.Um acordo firmado por oposicionistas da dosimetria previa o pedido de vista máximo, que empurraria a análise do projeto para o ano que vem. Dizendo ver a aprovação como irrerversível, Jaques pediu vista, ou seja, suspensão da análise, por apenas quatro horas.O líder do governo, que já não tem mais pontes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acabou, com o gesto, implodindo os vínculos com aliados importantes, como Renan Calheiros (MDB-AL).O alagoano não fez questão de esconder nada. Da tribuna do Senado, disse que Jaques estava, “às vésperas do Natal, querendo servir um peru aos golpistas”. O emedebista também afirmou que esta era a votação mais importante de sua geração e que, graças ao petista da Bahia, ela estaria ocorrendo a toque de caixa na Casa.O Planalto sentiu o golpe e correu às redes sociais, por meio da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) para dizer que não havia dado aval ao movimento de Wagner.Uma rotação dos líderes de partidos, governo e oposição no Congresso já era esperada para o ano que vem. Wagner colocou em xeque sua permanência no posto —e deve ser trocado.ReportagemTexto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.




