
O casal chegou a caminhar alguns metros pela enxurrada antes de entrar no carro, segundo a moradora do bairro. Elisabete ressalta que o volume de água aumentou ainda mais porque o rio que passa pela região transbordou. “Eu estava filmando a tubulação após a queda de um muro porque a gente queria mandar o vídeo para a prefeitura”.”Chamei pessoas para ajudar, mas não tinha o que fazer”, disse Elisabete. A trabalhadora autônoma diz que não dormiu na última noite após a tragédia. “Estou tomando calmante, é muito chocante. O lado que o carro capotou não tem proteção”, afirma. Ela afirma que os moradores estão organizando uma manifestação em homenagem à família.Moradores estão comovidos com a morte da família. O morador Marcílio Elídio, 48, disse que a notícia da morte se espalhou rapidamente pelo bairro e causou consternação. “Não dava para ver que era um carro, só quando a água começou a baixar foi possível identificar melhor o casal”, diz. “Não tenho nem o que falar, caiu o chão quando vi que era uma criança e que não tínhamos como socorrer, veio uma sensação de impotência.”Elídio acionou a Defesa Civil de Santa Catarina por volta das 10h para socorrer o casal. Ele e outros moradores viram um carro ser levado pela força da correnteza. “O carro estava submerso”, relata. “Havia um bebê que estava a 50 metros de distância, à frente do carro”, diz. Segundo ele, os moradores não conseguiram identificar se era uma criança ou um boneco no primeiro momento.”Só quando a água começou a baixar foi possível ver o carro”, diz Elídio. Segundo ele, o corpo do bebê ficou preso em uma cerca de uma propriedade próxima ao local, após ter sido levado pela correnteza. “Foi um choque ver uma família inteira perder a vida e quando envolve uma criança a tristeza é ainda maior”, disse o morador.Casal recém chegado no bairro Família trabalhava com locação de imóveis em Santa Catarina Imagem: Reprodução Redes Sociais




