
No ano passado, houve um ressurgimento do sarampo, com casos estimados aumentando 8%, em comparação com os níveis anteriores à pandemia em 2019. As mortes relacionadas ao sarampo, no entanto, caíram 11% durante esse período, refletindo um número maior de infecções em países de renda média com uma taxa de mortalidade mais baixa, disse a OMS.”O sarampo é o vírus mais contagioso do mundo, e esses dados mostram mais uma vez como ele explorará qualquer lacuna em nossas defesas coletivas contra ele”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.O sarampo é geralmente a primeira doença a ressurgir quando há uma queda na cobertura de vacinação, disse a agência, acrescentando que os surtos crescentes expõem os pontos fracos dos programas de imunização e dos sistemas de saúde.”Mesmo pequenas quedas na cobertura vacinal podem desencadear surtos, como um alarme de incêndio que dispara quando a fumaça é detectada”, disse Kate O’Brien, diretora do Departamento de Imunização da OMS.Ela alertou que lacunas semelhantes são “quase certamente prováveis” para outras doenças evitáveis por vacinação, como difteria, coqueluche e poliomielite.Em 2024, 59 países registraram surtos de sarampo grandes ou perturbadores, quase três vezes mais do que em 2021 e o maior desde a pandemia de Covid-19, disse a OMS, acrescentando que houve um ressurgimento mesmo em países de alta renda que já o eliminaram.




