
Corrêa do Lago previa para hoje um acordo sobre a chamada Decisão Mutirão, na qual concentram-se os tópicos mais críticos da conferência. “Conversamos sobre alguns dos temas mais complexos da negociação, que seja adaptação [às mudanças do clima], financiamento ou proposta de mapa do caminho [para o afastamento dos combustíveis fósseis]”, resumiu ele. “A COP criou os documentos que já permitem que nós possamos implementar muitas das coisas que são necessárias para combater a mudança do clima”, salientou.”A vinda de Lula tem peso, mas precisamos ver os resultados nas negociações”, comentou Natalie Unterstell, especialista em negociações climáticas e presidente do Instituto Talanoa. “A reafirmação do presidente de que é hora de caminhar para longe dos fósseis é importantíssima. Que ela traga o apoio necessário para sairmos de Belém com um plano concreto rumo ao abandono dos fósseis”, sublinhou.Marina espera consenso até o fim da COPA CEO da COP30, Ana Toni, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acompanharam Lula e Corrêa do Lago nos encontros ao longo do dia, num verdadeiro mutirão diplomático do Brasil para avançar nas negociações. Marina, que idealizou a proposta do Brasil sobre a redução da dependência dos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, afirmou ter esperanças de que ainda será possível as partes chegarem a um consenso sobre a polêmica questão.A bandeira foi levantada por Lula já na abertura da Cúpula do Clima em Belém, no dia 6 de novembro. A produção e o consumo destas fontes de energia são responsáveis por 75% das emissões dos gases que aquecem o planeta e provocam as mudanças climáticas.”Isso significa estabelecer uma linguagem que respeite as demandas de países em desenvolvimento, que aumente, com certeza, as responsabilidade de países que historicamente emitiram mais e têm mais recursos financeiros, mas que todos estaremos nessa equação buscando as melhores formas de caminhar”, apontou a ministra. “É um diálogo profícuo, ninguém tem uma resposta pronta e acabada. Ninguém quer impor nada a ninguém, mas tenho certeza de que temos ainda muito chão pela frente para estabelecer consensos.”




