
Antes desta partida decisiva, o Suriname estava empatado com o Panamá na liderança do Grupo A, mas tinha uma vantagem de três gols sobre os panamenhos, que precisavam de um tropeço de seus rivais ou de uma vitória convincente contra El Salvador para vencer no saldo de gols. “As pessoas não se dão conta do sacrifício que isso representa. É verdade, fazemos o que amamos, mas é um sacrifício que é recompensado com um dia como hoje”, disse o técnico da seleção do Panamá, o espanhol-dinamarquês Thomas Christiansen, visivelmente emocionado ao final da partida. Com Christiansen, um adepto do futebol de posse de bola característico da escola do Barcelona, onde jogou, a seleção panamenha permaneceu invicta neste torneio classificatório. O Panamá, com uma liga semiprofissional e sem grandes estádios, disputará sua segunda Copa do Mundo, depois da edição da Rússia-2018, onde terminou em último lugar após perder todas as três partidas da fase de grupos. O futebol vem conquistando fãs, num país em que se destacam o beisebol e o boxe. Os ex-atacantes Julio Dely Valdés e o falecido Rommel Fernández disputam popularidade com a lenda do boxe Roberto “Manos de Piedra” Durán e o ex-arremessador do New York Yankees, Mariano Rivera.jjr/cl/aam



