
Radar Doppler de banda S é o mais indicado para analisar atmosfera e tempestades severas. Segundo Hornes, há três radares desse tipo no Paraná. “Os EUA têm quantidade maior do que nós. Se o Brasil tivesse mais radares, ajudaria muito na previsibilidade”, diz.EUA conseguem prever maior risco de tornado do que o Brasil. Essa é a avaliação do meteorologista Fábio Luengo, para quem o principal fator é o investimento. “Eles acabam sofrendo muito mais com tornados e investem mais em radares, satélites e caçadores de tornados. Todo esse investimento, tanto do governo como particular, acaba ajudando nessa previsibilidade. Mas até lá eles podem prever que tem risco, mas é difícil dizer a cidade com toda certeza”, afirma.Essa região entre Santa Catarina e Paraná é uma área que nos últimos anos a formação de tornados tem se intensificado, mas é uma área de ampla abrangência. Então você precisa de sistemas que possam fazer essa previsão de curtíssimo prazo. Há radares na região, imagens de satélites e algumas medições locais, mas a parte de radiossondagem, que é o perfil vertical de temperatura, pressão e umidade, só é feita em aeroportos, dentro de horários e padrões, e isso custa muito caro. Humberto Barbosa, chefe do LapisPouco tempo para resposta. Os radares monitoram e atualizam as informações a cada 5 ou 10 minutos, em média, segundo especialistas. Mas como o tornado é um evento rápido, ele pode já ter ocorrido quando a próxima atualização acontecer. Além disso, pode haver limitação na dinâmica de funcionamento e na cobertura espacial dessas ferramentas.Nem sempre é tornadoO fenômeno é intenso, mas raro. O meteorologista do Simepar diz que, na maioria dos casos, tempestades intensas não originam tornados. “É realmente uma fatalidade pegar a cidade.” E, embora raro, não é incomum. “O região Sul do país é mais propícia a eventos como esse porque existe mais choque térmico entre ar frio e ar quente, além da umidade”, diz Luengo.




