
Ficou estabelecido que isso estaria dentro do mandato do Conselho Nacional de Política Mineral, que foi reativado no mês passado. A luta, agora, é para que o plano sobre o mercúrio passe pela Comissão Nacional de Segurança Química, antes que seja endossado. Meio Ambiente e Saúde insistem que não pode existir um plano de ação que não seja de todos os ministérios.Larissa Rodrigues, diretora de pesquisa do Instituto Escolhas, lamentou a postura do governo Lula. “É uma pena que não tenhamos cumprido, mais uma vez, o compromisso de entregar o Plano Nacional de Ação para lidar com o mercúrio na mineração”, disse. “Avançamos pouco desde que o tratado entrou em vigor e chegamos à COP6 sem avanços significativos em relação à última reunião, realizada há dois anos”, lamentou.Segundo ela, vários setores já abandonaram o uso do mercúrio, mas o metal continua a ser bastante usado nos garimpos de ouro na Amazônia. “É importante que tenhamos um prazo claro para eliminar o mercúrio na extração de ouro e estratégias concretas para cumprir esse objetivo. Precisamos começar a transição para uma mineração livre de mercúrio”, completou.O que o Brasil irá anunciar nesta semana é um plano de ação com o setor da saúde. A medida irá acabar gradualmente com o uso de amalgamas até 2030, um passo considerado como importante para o governo brasileiro e que foi alvo de intensos debates internos.Propostas cobram países ricosO governo, entretanto, apresentou nesta segunda-feira duas propostas para ampliar a cobrança sobre os países mais ricos. Numa delas, o Brasil pede que seja criado um mandato dentro do Fundo Global para o Meio Ambiente para que recursos sejam destinados ao monitoramento em saúde e meio ambiente, principalmente em povos indígenas.




