
Por otocantins.com.br 22/04/2026 06h56 Atualizado há 5 dias O Ministério Público do Tocantins (MPTO) expediu recomendações administrativas a prefeituras e câmaras municipais de seis cidades da região norte do estado para ampliar a transparência na execução de emendas parlamentares. A medida alcança os municípios de Colinas do Tocantins, Brasilândia do Tocantins, Bernardo Sayão, Couto Magalhães, Juarina e Palmeirante. Os documentos são assinados pelo promotor de Justiça Raimundo Fábio da Silva e têm como objetivo adequar a gestão desses recursos aos padrões de transparência e rastreabilidade exigidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Falhas e riscos De acordo com a 2ª Promotoria de Justiça de Colinas do Tocantins, foram identificadas “insuficiências nos mecanismos de transparência e controle” na execução das emendas parlamentares. Segundo o MPTO, essas falhas podem comprometer o controle social e abrir margem para desvios de finalidade, em desacordo com os princípios da administração pública. Exigências de divulgação A recomendação estabelece que os portais da transparência das prefeituras e câmaras passem a divulgar informações mínimas e detalhadas sobre cada emenda. Entre os dados exigidos estão: nome do autor da emenda; valor individualizado; objeto detalhado, com a finalidade pública; órgão responsável pela execução; entidade beneficiária final. A intenção é permitir que a população acompanhe todas as etapas da execução orçamentária e financeira dos recursos. Acesso e controle social O MPTO também orienta que as informações sejam disponibilizadas de forma atualizada, com linguagem acessível e ferramentas que facilitem a consulta pública. A medida busca fortalecer o controle social e garantir maior clareza sobre a destinação e aplicação dos recursos públicos. Além disso, o órgão recomenda a adoção de práticas que assegurem o acompanhamento contínuo das emendas, desde a indicação até a execução final. Prazo e possíveis medidas As prefeituras e câmaras municipais deverão informar ao Ministério Público as providências adotadas dentro do prazo estabelecido nas recomendações. Em caso de descumprimento, o MPTO poderá adotar medidas administrativas ou judiciais. A iniciativa reforça a atuação do órgão no monitoramento da aplicação de recursos públicos e no estímulo à transparência na gestão municipal.







